Madeira Desafia
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Quando visitar a Madeira vai sentir que uma caminhada é muito mais do que um simples percurso. É uma intensa experiência ao ar livre, em que tudo é mágico e fascinante.

Para alcançar as paisagens mais fantásticas e surpreendentes, nada melhor do que percorrer o terreno a pé ao longo dos trilhos pedestres junto das “levadas”. As “levadas” são canais de irrigação que foram construídos no passado, para trazer grandes quantidades de água das vertentes norte, onde esta existia em abundância, para o lado sul da ilha.

Hoje em dia, estes canais continuam a funcionar com esta função e são também muito utilizados para caminhadas e passeios a pé, em contacto pleno com a Natureza.

Descubra esta e outras atividades

Os nossos trilhos apresentam atividades únicas, aliciantes e com as paisagens mais belas do mundo. Absorva cada detalhe deste fantástico ambiente e da beleza que o rodeia e descubra estas atividades ao seu próprio ritmo! 

Saiba mais

Aceda ao coração profundo no interior da ilha enquanto acompanha estes trilhos e canais de irrigação primitivos.

Por toda a Madeira existem vários tipos de percursos e trilhos. Uns mais fáceis, ideais para principiantes ou para quem quer simplesmente passear e desfrutar de uma fascinante experiência ao ar livre, outros com um maior nível de exigência, mas que também deslumbram pela sua exuberância. Ao todo são mais de 2000 km de levadas para explorar, desde os 0 aos 1861 metros, sendo que na cordilheira central e no norte da ilha encontram-se mais percursos em áreas de montanha e a Sul encontram-se os percursos mais acessíveis.

Onde Marcar

spots

Desertas
Porto Santo
Madeira

Levadas

25 Morada

Vereda do Pico Castelo

Dificuldade
Fácil
Distância:
3.2 km / 4.6 km
Duração:
1h30 / 2h15
Descrição:

Este trilho inicia-se no sítio do Moledo junto à Estrada Regional e, subindo pelo caminho florestal, permitirá duas alternativas para o percorrer: pelo lado Norte ou pelo Sul do Pico do Facho. Este último é o percurso mais extenso da ilha do Porto Santo.

Atravessando a zona central da ilha, pela base do Pico do Facho, podemos observar vestígios da antiga área agrícola, do árduo trabalho de construção dos muros emparelhados e contemplar a fantástica obra humana para a reflorestação da ilha.

No cimo do Pico Castelo deparará com a estátua de homenagem a António Schiappa de Azevedo, grande impulsionador da reflorestação do Porto Santo. Todo o processo de arborização permitiu controlar os fenómenos erosivos patentes nesta ilha. Foram introduzidas espécies exóticas que, pelo seu carácter rústico, têm maior resistência aos fatores adversos, como o Pinheiro de Alepo (Pinus halepensis), o Pinheiro bravo (Pinus pinaster) e o Cedro (Cupressus macrocarpa).

As espécies indígenas que podemos encontrar vão desde o dragoeiro (Dracaena draco), a Oliveira (Olea sp), a Azinheira (Quercus ilex ssp. rotundifolia), algumas Faias (Myrica faya), a urze (Erica scoparia) e florido Massaroco (Echium nervosum).

O percurso oferece paisagens magníficas e a possibilidade de contactar com a fauna da ilha, visionando bandos de perdizes (Alectoris rufa), aves rapinas como a Manta (Buteo buteo) e o Francelho (Falco tinnunculus canariensis), os coloridos Pardais (Passer domesticus) e o impressionante Poupa (Upupa epops).

Após a subida ao Pico Castelo finalizará no Miradouro do Canhão onde avistará em pano de fundo a cidade Vila Baleira, quase toda a extensão da ilha e, no horizonte, as ilhas Desertas e a Madeira.

A designação do nome Pico Castelo é datada do séc. XV e proveio do facto de existir um forte para onde fugia a população da ilha, quando atacada por piratas franceses e pelos argelinos. A sua posição central e a maior facilidade de organizar a defesa das pessoas, fez deste um verdadeiro Castelo.

Vereda do Pico Branco e Terra Chã

Dificuldade
Médio
Distância:
2,7 km ( +2,7 km de regresso)
Duração:
1h30
Descrição:

Este trilho inicia-se na Estrada Regional 111. Pelo caminho que dá acesso ao topo do Pico Branco, encontrará uma enorme formação geológica prismática, a “Rocha da Quebrada”, na qual a vereda foi talhada. Após a subida, que termina no Cabeço do Caranguejo, a vereda segue por uma paisagem arbustiva de Cupressos (Cupressus macrocarpa) até ir dar a uma bifurcação que o levará, pela direita, à Terra Chã e, pela esquerda, ao Pico Branco, o segundo pico mais alto do Porto Santo. O Pico Branco assim se designa devido à existência de uma coluna de pedra branca e também por ali crescer muita Urzela (rocella sp), líquen branco que cresce sobre a rocha. Este percurso integra a rede europeia de sítios de interesse comunitário – Rede Natura 2000, Diretiva Habitats, por apresentar muitos endemismos de flora e de fauna (moluscos terrestres ou caracóis). Também aqui poderá encontrar importantes espécies de aves marinhas como a Cagarra (Calonectris diomedea borealis) e o Garajau comum (Sterna hirundo). Os inúmeros miradouros permitem vislumbrar grande parte da ilha.

Um Caminho para Todos

Dificuldade
Fácil
Distância:
2,1Km
Duração:
45 min
Descrição:

Oferece às pessoas com incapacidade motora e visual usufruírem do contato direto com a Natureza, desenrolando-se ao longo da levada do Caldeirão Verde.

Este trilho desenrola-se ao longo da esplanada da levada do Caldeirão Verde entre os Parques Florestais das Queimadas e do Pico das Pedras, no concelho de Santana.

Ao longo do percurso é possível acompanhar uma mancha florestal de transição entre a floresta natural da Madeira (floresta Laurissilva) e a floresta exótica (árvores introduzidas pelo homem nesta ilha).

O som da água em corrida permanente, o cheiro da terra molhada, a humidade característica da floresta e o calor do sol quando a atravessa, despertam todos os sentidos, conduzindo o caminhante ao contacto profundo com o espaço natural.

No Parque Florestal das Queimadas encontra-se a Casa de Abrigo das Queimadas, casa que mantém as características originais das Casas Típicas de Santana, apresentando um espetacular telhado em colmo.

Vereda do Chão dos Louros

Dificuldade
Fácil
Distância:
1.9 Km ( + 1.9 km regresso )
Duração:
45 minutos
Descrição:

Este percurso permite percorrer a área envolvente do parque florestal do Chão dos Louros – área integrante da Rede Europeia de Sítios de Importância Comunitária – Rede Natura 2000, aceder à Ribeira Grande a partir da ligação existente ao PR 21 Caminho do Norte e obter magníficas vistas sobre todo o vale de São Vicente, a partir do miradouro natural existente no percurso.
O trilho desenrola-se pelo interior da exuberante floresta Laurissilva, consagrada como Património Mundial Natural sob a égide da UNESCO, desde Dezembro de 1999, onde predominam árvores de folha persistente, pertencentes à família das Lauráceas tais como o Loureiro (Laurus novocanariensis) muitas vezes acompanhado pela Madre-de-louro (Laurobasidium laurii – resultante da ação de um fungo), o Til (Ocotea foetens), o Vinhático (Persea indica).

Caminho do Norte

Dificuldade
Médio
Distância:
3.2 Km
Duração:
1:30 horas
Descrição:

Este traçado segue os vestígios de uma antiga vereda utilizada, noutros tempos, pela população para a ligação entre as localidades da zona sul e zona norte da ilha, para as trocas comerciais e para a participação nas tradicionais romarias.

O trilho desenrola-se, na primeira parte, pelo interior da exuberante floresta Laurissilva, classificada de Património Mundial Natural sob a égide da UNESCO e integrante na Rede Natura 2000. Passando a Estrada Regional (E.R. 104), o percurso percorre por entre uma floresta de transição, onde predominam exemplares da floresta exótica.

Vereda do Jardim do Mar

Dificuldade
Fácil
Distância:
1.9 Km
Duração:
1 hora
Descrição:

No passado era um dos poucos acessos ao litoral que a população dos Prazeres disponha. O trilho caracteriza-se por um desnível de aproximadamente 500 m, devendo a descida ou subida ser feita com calma, desfrutando das vistas magníficas sobre as fajãs do Jardim do Mar e do Paúl do Mar.

Pela existência de um clima ameno e abundância em água, a população do Jardim do Mar, desde cedo, se dedicou a agricultura, minuciosamente praticada em socalcos suportados por muros de pedra aparelhada, e por onde a própria vereda foi desenhada.

Antes de chegar ao aglomerado populacional do Jardim do Mar, não deixe de visitar o Moinho de Água recentemente recuperado e que, outrora, servia para moer os cereais cultivados na freguesia e arredores.

Caminho Real do Paúl do Mar

Dificuldade
Médio
Distância:
1,8 km
Duração:
1h20
Descrição:

Este constitui um curto, mas simpático, trilho, que se desenrola pela encosta abaixo, por entre os poios agrícolas locais, desde a freguesia dos Prazeres até ao Paúl do Mar. Antes de iniciar a descida, aproveite para visitar a Quinta Pedagógica dos Prazeres, onde poderá observar vários animais, saborear infusões aromáticas e adquirir doces caseiros de frutos tradicionais. A descida para o Paúl do Mar realiza-se pela escarpa do Assomadouro (miradouro), pelo que as vistas sobre o Jardim do Mar e o Paúl do Mar são soberbas. Este trilho, que serpenteia a encosta num piso calcetado em pequenos degraus, constitui um autêntico património histórico e um testemunho do isolamento das antepassadas populações e do seu árduo trabalho para combater a distância. As quedas de água e a flora endémica destas altitudes, como o Massaroco da Rocha (Echium nervosum) e a Figueira-do-Inferno (Euphorbia piscatoria) enriquecem o percurso. No Paúl do Mar, outrora um importante centro piscatório, encontrará vestígios das salinas, da chaminé da fábrica de conserva datada de 1912 e do engenho de cana-de-açúcar.

Levada do Rei

Dificuldade
Médio
Distância:
5,1 km (+ 5,1 km regresso)
Duração:
3h / 3h30
Descrição:

O trilho para a Levada do Rei tem início na Estação de Tratamento de Águas nas Quebradas, em São Jorge, e termina junto à Madre da Levada, no Ribeiro Bonito. O percurso inicial, que atravessa uma zona florestal mista preenchida por alguma vegetação indígena, permite observar as paisagens agrícolas de São Jorge e de Santana. A partir de metade do percurso, a levada, que percorre a encosta interior da ilha, entra então numa área abundante de floresta natural. Na parte final do passeio, a zona do Ribeiro Bonito testemunha a primitiva riqueza natural da Madeira, patente no denso coberto vegetal da Floresta Laurissilva. O intenso ambiente natural, repleto de água e de vegetação, propicia o desenvolvimento de árvores como Tis (Ocotea foetens), Loureiros (Laurus novocanarensis) ou Vinháticos (Persea Indica) e de aves como o Bis-bis (Fringilla coelebs madeirensis). Aproveite o passeio para visitar também o centenário Moinho de Água de São Jorge.

Caminho do Pináculo e Folhadal

Dificuldade
Médio-Alto
Distância:
15,5 km
Duração:
6h30
Descrição:

Este passeio inicia-se na Estrada Regional 110, na subida da Encumeada para o Paúl da Serra (Lombo do Mouro). Através deste trilho, poderá aceder às zonas da Bica da Cana, Casa do Caramujo e Folhadal. Este percurso, que termina na E.R. 228, junto ao entroncamento da Encumeada, acompanha as Levadas da Serra e a do Norte e atravessa uma magnífica área de vegetação natural pertencente à Floresta Laurissilva, apresentando alguns exemplares de Orquídea da Serra (Dactylorhiza foliosa), Ranúnculos (Ranunculus cortusifolius), Estreleiras (Argyranthemum pinnatifidium) ou Gerânios (Geranium palmatum). Ao longo do passeio poderá desfrutar da lindíssima paisagem sobre os vales de São Vicente e da Ribeira Brava e a Cordilheira Central, onde sobressaem o Pico Ruivo e o Pico do Areeiro. Também encontrará várias levadas e túneis. A dada altura, a levada original divide-se em dois ramais, entrando na esplanada da Levada do Norte. Ultrapassado o último túnel, alcançará a zona do Folhadal. Chegado à Encumeada, poderá aceder ao PR 1.3 – Vereda da Encumeada que se dirige até ao Pico Ruivo.

Levada da Fajã do Rodrigues / Ribeira do Inferno

Dificuldade
Médio
Distância:
3,9 km (+ 3,9 km regresso)
Duração:
3h30
Descrição:

Este trilho tem início nas Ginjas, em São Vicente, e acompanha a esplanada da Levada da Fajã do Rodrigues (Levada da Fajã da Ama), terminando na Madre da levada na Ribeira do Inferno. Entre os muitos e extensos túneis existentes ao longo desta levada, poderá apreciar as belas panorâmicas sobre o vale de São Vicente. A levada nasce no leito da Ribeira do Inferno, e serpenteia os lombos e vales até aos campos agrícolas de São Vicente. A floresta exótica, visível no início do trilho, e que apresenta Pinheiros (Pinus pinaster), eucaliptos (Eucalyptus globulus), entre outros, antecede a densa vegetação característica da floresta Laurissilva. As linhas de água garantem uma vivacidade de espécies como os Seixeiros (Salix canariensis), os grandes Tis (Ocotea foetens), os Vinháticos (Persea indica) e os Folhados (Clethra arborea). Podemos encontrar também flores como os Gerânios (Geranium palmatum), as Estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), as Orquídeas da Serra (Dactylorhiza foliosa) e os Ranúnculos (Ranunculus cortusifolius). Também poderá avistar pássaros, como os Tentilhões (Fringilla coelebs madeirensis) ou os pequeninos Bis-bis (Rugulus ignicapillus madeirensis).