A viagem que se segue não é apenas um fim de semana na Madeira. É uma descoberta improvável, que nos conduz a locais mais íntimos deste destino.

 

O itinerário mistura experiências de luxo, gastronomia, natureza, e mar. Oferece surpresas, aventuras, excentricidades e sabores originais, ao longo de um fim de semana sem medida de comparação.

 

Descubram a ilha da Madeira, como nunca antes vista, através da Agência Abreu.

 

Dia 1:

Começamos pelos clássicos – o inigualável chá da tarde do Hotel Belmond Reid’s Palace. Ninguém esquece a primeira vez que atravessa o hall de entrada deste ilustre hotel. São 128 anos de história, elegância e carisma, com toque de “la belle époque”. As vistas da varanda sobre a baía do Funchal, bem podiam ser classificadas de monumento nacional.

O chá da tarde tinha a envolvência perfeita – a tranquilidade dos jardins, os tons de rosa do Hotel Palácio, o brilho do mar, e um céu azul que se refletia nos nossos olhos. O chá de ervas naturais foi oferecido no icónico serviço inglês wedgwood. Os scones barrados com natas e doces diversos, os macarons decorados com flores. Havia sanduíches de salmão, pera abacate, bolos e deliciosas tentações. O pianista tocava “city of stars” do filme La La Land. O ambiente ajustava-se a esse mundo cinematográfico, tal como as ilustres personalidades que outrora pisaram este hotel, desde Gago Coutinho à Princesa Stéphanie do Mónaco.

 

Esperava-nos um passeio num carro clássico, um magnífico Rolls Royce Silver Cloud II de 1959! A viagem levou-nos à Ponta do Sol, uma localidade situada a oeste do Funchal.

Percorremos cerca de 25 km, em grande estilo, pois se o exterior deste veículo é só por si um deslumbre, os interiores são uma caixinha de surpresas! Tinha a particularidade de não ter espelhos no exterior, apenas no interior (um de cada lado, junto aos bancos traseiros). Encontramos mesas de madeira, embutidas no banco da frente, a fazer lembrar as mesas dos aviões.

Sabiam que a Madeira é a região de Portugal com maior número de carros clássicos?

 

Situada no topo de um belo penhasco, a Estalagem da Ponta do Sol esperava-nos para jantar. Este hotel contemporâneo é membro dos Design Hotels of the World. Brindamos ao pôr-do-sol, no relvado da sua velha quinta e as vistas panorâmicas sobre o mar, a praia e as montanhas eram no mínimo, sedutoras. O jantar dignificou o momento – gambas em tempura com molho picante, bife com molho Madeira e banana caramelizada com gelado de maracujá, acompanhada pelo típico bolo de mel – uma explosiva junção de sabores.

Naquela noite, decorria o Festival Aqui e Acolá. Este é um evento anual pretende promover arte, cultura e tradição. Tivemos oportunidade de ouvir e presenciar a performance do Inglês Benjamin Clementine, vencedor de um Mercury Prize, em 2015. A voz do Benjamin transportou-nos a um mundo de fantasias improváveis – que cenário espetacular!

 

 

Dia 2:

Pela manhã, caminhamos numa levada da Madeira. Para quem não conhece, as levadas são canais de água construídos desde o século XVI, pelo homem, para aproveitamento das águas abundantes na costa norte da ilha. Percorrem milhares de km, na Floresta Laurissilva, classificada pela UNESCO, como Património Mundial Natural. A Levada do Rei não é das mais conhecidas; é uma levada improvável mas não menos impressionante. Foi um Land Rover Defender que nos levou do hotel à localidade de São Jorge. Neste Jeep Safari, conhecemos um pouco da costa este da ilha, por entre estradas de terra, floresta, túneis e cidades como Machico.

Caminhamos cerca de 10 km, junto à levada, ao longo de 3 horas. Descobrimos uma Madeira escondida dos olhares mais passageiros, nas profundezas da floresta Laurissilva. Passamos por túneis, cascatas e paisagens virgens. No final do percurso, fomos duplamente surpreendidos, quer pelo templo natural que é o Ribeiro Bonito, quer por um concerto de música em plena natureza – o Ecomusicalis.

Seguiu-se um almoço/barbecue no restaurante da Quinta do Furão, em Santana, que tem uma das mais bonitas vistas sobre a Reserva Natural da Rocha do Navio – e que bem que ali se esteve! O almoço incluía os sabores mais típicos da ilha: espetada em pau de louro, peixe-espada, milho frito, vinho madeira e pudim de maracujá. O pão de Santana é maravilhoso, amassado na própria quinta!

 

No regresso ao Funchal, passamos pelo Porto da Cruz, para uma visita à emblemática Companhia dos Engenhos do Norte. A sua maquinaria a vapor é ainda a original, do séc. XIX! Degustamos várias aguardentes, numa amena conversa acerca do seu processo de envelhecimento.

A Madeira produz cerca de 1200 toneladas por ano de cana sacarina, e a aguardente é o ingrediente principal de uma das bebidas mais famosas da Madeira – a poncha!

Ao jantar, reunimo-nos à mesa do Restaurante Dining Room, na luxuosa Quinta da Casa Branca.

Charme, sofisticação, uma refeição memorável – Carabineiro, creme de cogumelos com requeijão aromatizado de trufas, robalo em caldo Dashi e lima, sorvete de pinho, medalhões de borrego tandoori e um fabuloso vacherin de maracujá e menta.

O Dining Room é literalmente a sala de jantar de uma magnífica mansão, rodeada por campos de bananeiras e extensos jardins floridos.

 

Dia 3

O ponto de encontro foi no coração da cidade, no Hotel The Vine. Este hotel é vencedor de múltiplos World Travel Awards, graças ao seu design contemporâneo, da designer madeirense Nini Andrade Silva. O maior parque do Funchal – o Parque de Santa Catarina, fica apenas a uma curta caminhada de 7 minutos. Oferece vistas fabulosas sobre a marina e a baía do Funchal, e foi o cenário idílico para uma aula de Ioga no parque, ao som de passarinhos e do chocalhar dos ramos de árvores centenárias.

 

Seguiu-se uma visita à Quinta das Vinhas, no Estreito da Calheta. Esta romântica Quinta fica a cerca de 35 km do Funchal. Encontra-se rodeada de vinhas e vistas pacíficas sobre a costa sudoeste da ilha. O almoço fez-se acompanhar de bons vinhos de mesa madeirenses, Barbusano e Ponta do Tristão. Depois de visitar a casa mãe, fomos conduzidos ao jardim das traseiras da casa, que neste dia se transformou num jardim encantado – o “Jardim da Joo”. Com a Jo, degustamos chocolates artesanais, com sabores improváveis como banana ou maracujá.

 

No que toca a vistas panorâmicas, o Cabo Girão é o “Rei dos Miradouros”. A sua plataforma de vidro encontra-se a 580 metros de altitude e permite-nos “caminhar sobre o mar e a falésia”.

Ali sentimo-nos absolutos – um final feliz para um fim de semana em cheio, que deixou muitas saudades, na hora da partida.

 

Foi um fim de semana que superou expectativas, com uma organização impecável. Se esta é a vossa primeira vez na Madeira, terão muito para fazer, contar e repetir, num fim de semana que soube a uma semana de férias!

 

Porque esta ilha tem muito mais que Casinhas de Santana ou piscinas naturais…descubram estas magníficas (im) probabilidades, numa viagem à Madeira!